Um relato, uma tentativa deste autor, descrever a trajetória vivenciada por meus pais Marcelo Pizzirani e sua esposa Ana Cristina Lienhardt, que após o casamento adotou o Pizzirani. Pois bem vamos lá: Marcelo Pizzirani, filho de Nicola Pizzirani e Maria Mazzini, descendentes de Italianos vieram ou nasceram aqui, não consigo determinar com exatidão, o que sei é que desde muito jovens estiveram as voltas com muitas dificuldades econômicas, logo pequenos se dedicaram ao trabalho, ao que posso informar estiveram alocados na região do bairro Batovi, na região de Rio Claro, tanto Mazini quanto Pizzirani parecem terem vindo da mesma região da Itália, ou pelo menos no mesmo navio aqui chegaram. Em Batovi foram para os cuidados com agricultura e provavelmente olaria de tijolos. Com o tempo meu avô Nicola, creio que já casado com Maria Mazzini, conseguiu adquirir o sitio Boa Vista, onde construiu, desenvolveu com os filhos mais velhos uma olaria de tijolos. Posteriormente quero crer fundou na cidade de Rio Claro, onde comprou um imóvel na rua 4 esquina com avenida 12, um armazém de secos e molhados, naquele tempo esses estabelecimentos eram conhecidos como VENDA, nesse local comercializava os tijolos produzidos na olaria no Bairro Boa Vista. Sitio Boa Vista. Nessas alturas, nos meus primeiros anos de entendimento trago na memória alguns conhecimentos do passado, na olaria trabalhavam meu pai, Marcelo, o meu tio Roque, Augusto já havia montado sua venda na Vila Paulista, Lazaro estava no sitio, A Hermenegilda ainda solteira ficava na Venda do avô Nicola onde eram associados Ismael Efésio e Joel. Alexandre não estou certo, mas logo veio se juntar aos irmãos na olaria, a minha tia Domitila casada com Attilio Issler cuidavam de uma propriedade da família na zona rural onde batalhavam com cuidados de animais e lavoura eu acho, mas ambos e os filhos também vieram se juntar aos irmãos e cunhados na olaria. Após alguns anos de extensa luta para sobreviverem, o trabalho de oleiros era e ainda deve ser, extenuante, dedicação total, mão de obra quase primitiva, a ferramenta principal eram os braços, e tração animal com burros e mulas, tudo era transportado por carroças. Após anos nessa luta dura conseguiram progredir transformando a olaria em cerâmica produzindo telhas francesas, agora com modernização de prensas, fornos apropriados, no princípio motorização a diesel e logo conseguindo construir rede elétrica, nesse período também adquiriram uma caminhão Ford 1940 que trabalhou muitos anos até que finalmente , quase todos irmãos viraram comerciantes de secos emolhados, com várias VENDAS em bairros espalhados por Rio Claro que também cresceu e progrediu nesses anos todos.
Escreva aqui o texto historico principal. Pode ser feito no Word e depois colado nesta pagina.
Se preferir, use mais paragrafos curtos para facilitar leitura em celular.
Paragrafo 3 da historia.
Paragrafo 4 da historia.